segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cenas Cortadas: Lua Nova - Narcóticos


Você irá reconhecer essa cena do final do Capitulo Dois de Lua Nova. Somente algumas falas são diferentes. No primeiro rascunho, Carlisle deu a Bella medicamentos para a dor de seus ferimentos e ela teve uma reação pouco comum.
Porque esse ponto de vista/ângulo foi cortado? Primeiro, meus editores acharam que o humor/temperamento/clima estava errado (eu tento fazer piada de tudo, eles tentam me conter). Segundo, eles não acharam que a reação de Bella era realística. A piada está neles, porque essa historia é baseada em uma experiência real de vida (não minha, dessa vez).

Desmoronei no meu travesseiro, respirando profundamente, minha cabeça girando. Meu braço não doía mais, mas eu não sabia se era devido aos medicamentos ou ao beijo. Puxava alguma coisa pela minha memória, evasiva, pelas beiradas...
“Me desculpa” ele disse, e também estava ofegante. “Isso passou dos limites”
Para minha própria surpresa, eu sorri. “Você é engraçado,” Eu murmurei e sorri novamente.
Ele ergueu as sobrancelhas para mim na escuridão. Ele parecia tão sério. Era engraçado.
Cobri minha boca para esconder a risada e Charlie não ouvir.
“Bella, você alguma vez já tomou Percocet?”
“Eu acho que não,” Eu sorri. “Por que?”
Ele rolou os olhos e eu não conseguia parar de rir.
“Como está seu braço?”
“Eu não o sinto. Ele ainda está aqui?”
Ele suspirou, eu ainda sorria. “Tente dormir, Bella.”
“Não, eu quero que você me beije de novo.”
“Você está superestimando meu auto-controle.”
Eu bufei “O que está te perturbando mais, meu sangue ou meu corpo?” Minha pergunta me fez rir.
“É apertado.” Ele deu um breve sorriso, a despeito de si mesmo. “Nunca tinha te visto drogada. Você é bastante divertida.”
“Eu não estou alta/drogada.” Eu tentei abafar os risos para provar.
“Vá dormir.”, ele sugeriu.
Eu percebi que estava fazendo papel de boba, o que não era incomum, mas mesmo assim vergonhoso, então tentei seguir seu conselho. Eu descansei minha cabeça em seu ombro novamente e fechei meus olhos. Hora ou outra os risos escapavam. Mas isso se tornou menos freqüente a medida que o medicamento me levava a adormecer.

Eu me sentia absolutamente horrível pela manhã. Meu braço queimava e minha cabeça doía. Edward disse que eu estava de ressaca e recomendou Tylenol ao invés de Percocet antes de beijar minha testa rapidamente e pular pela janela. Percebi que seu rosto estava sem expressão e distante. Eu estava com tanto medo das conclusões que ele possa ter tirado durante a noite enquanto ele me via dormindo. A ansiedade parecia aumentar a intensidade do barulho em minha cabeça.

Tomei uma dose dupla de Tylenol, jogando o pequeno frasco de Percocet na lixeira do banheiro.

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